30 de jan. de 2022

Nicoleta Peceli - Eu era a sua sede

 Eu era a sua sede…

Após uma demorada introdução,
Os beijos exigem o prazer intermitente...
Difícil resistir quando os lábios atrevidos frequentaram lugares tão quentes...
- Não tenha pressa, sussurrou enquanto o olhar duro instigava-me a continuar...
E eu, eu continuei...
Em movimentos deliciosamente dolorosos a língua dominava-lhe a vontade.
Um gemido inspirado denunciava o passo a seguir,
E, numa inocência pecaminosa, a saliva ativava a sede...
Relaxa - desafiei-o calmamente, enquanto me deliciava com o seu delírio...
Em legítima defesa os mamilos intumescidos acariciavam-lhe a pele...
O ataque era suave, e eu, eu continuei...
Os lábios dele estremeceram, esforçando-se a me acompanhar,
Confuso, recebeu-me bebendo-me o erótico devaneio.
Na verdade, eu era a sua sede!
Nicoleta Peceli

Pensamentos eróticos

 Hoje Estou cheio de pensamentos eróticos, me imagino, pegar teu corpo, roçar-me nele,  até ficar de pau duro, no meio dessa cona sedenta, de tesão, cheia de vontade de se ver preenchida, pelo meu pau grosso, enfiado fundo, e forte. Enquanto te beijo, na boca, chupo essa lingua e me apodero do teu corpo, te deixo mais presa a mim, mais envolvida, no prazer do meu desejo,  te fazendo arquiar as costas enquanto te penetro,  e te faço contorcer,  em orgasmos, no desejo, de seres fudida pelo meu caralho, de me sentires dentro de ti. Até gozares prazerosamente, e ficares preenchida de esporra, que te vai escorrer pelas pernas bambas.  

Repetir a dose,  vezes sem conta, até adormecer nos braços um do outro. Sorrindo.

Pensamentos eróticos.

Safadeza

 Nunca soube ser safado contigo,  mas sei ser. Só não contigo... És uma filha...

Não o és mas gostava que numa outra vida o pudesses ser.  Fazer o que não posso fazer nesta. Cuidar como já cuidei. Ensinar sobre a vida e as suas escolhas. Mostrar o mundo com outros olhos.. Ver-te seguir um caminho feliz, ver-te crescer. Passar de menina a mulher, de criança brincalhona, a mulher responsável e alegre. O sorriso de generosidade, por amor honesto e despretensioso. De te ver ter sucesso. De proteger e amparar nas quedas, e seguir adiante no crescimento espiritual. 

Permites que numa próxima vida, possamos ser familiares. Para nos cuidarmos e protermos, e ensinarmos. Um ao outro. Por compaixão. 

Talvez já o tenhamos sido no passado. Agora preciso de aprender contigo, a criar laços com facilidade. Sei o que preciso. E talvez já saiba onde procurar. Na pequenina e encantadora, paternidade, com a encantadora, ranhosa.

29 de jan. de 2022

Dia um parte 2

 Então a menina zangou-se com o namorado, a quem já chamava marido,  por querer conversar com pessoas, por sempre procurar o que não encotra,  pois procura fora e não dentro. O processo de gentileza pura, não precisa de ser forçada, vem naturalmente de dentro. 

E aqui estás tu de novo, procurando um encontro,  que à muito evitavas, e me procuras-te, sabes bem onde mora o amor, fico feliz por confiares em mim a tua segurança, o teu porto de abrigo, nos momentos difíceis. Quando te ligo à noite, não tinhas onde ficar. E eu repleto de confiança, disse, então vou-te buscar,  dormes na minha casa por agora. E depois logo se vê. 

Não desejava, que fosse temporário,  mas sempre acreditei que o era. Depois de tanto tempo, fui muito animado te buscar. Casal da barreirinha, o GPS, como que guiado pelas estrlas,  não me enganou em nenhuma curva. Foi direito ao teu encontro.  

Lá estavas tu, de cabelos ondulados, esbelta,  como sempre, naturalmente provocante, mas perdida, como continuas. Apenas precisavas de abrigo.  E aqui estoi eu,  a parar do teu lado e a receber-te nos meus braços, num abraço com saudade, num abraço,  que apesar de pouco, foi sentido.  

Pensei, é destavque fico com ela, é desta que a deixo apaixonada por mim. Mais uma vez, tem de ser o destino a levar-nos finalmente para uma vida juntos cheios de felicidade. Sempre foste uma alma carinhosa para mim. Me deste muitos ensinamentos. Sempre acreditei, e acredito, que depois daqui, seremos amigos. E agora aqui estava, com algum receio, mas pronto para me entregar de novo. 

No caminho me foste contando o que aconteceu.

Chegamos a casa, pedis-te um chá quentinho, e algo para comer. Não falta comida. Nunca vai faltar.

Um mês

 Um mês de vida vivida. 

A história que voi contar, é a versão vivida por mim. Uma história de amor, de um amor casual. Que vive intensamente quando estás presente, e que arrefece, quando partes.

Uma história longa em varias partes. Dia 1

 Era dia cinco de Janeiro, a manhã começa com uma ida ao massagista, mais uma, andava  já eu com alguns incomodos nas costas e decidi marcar,  estava já decidido à um mês. Sabia da tua existência, do teu namoro com outro, não pode oferecer nada nos teus anos, mas não me esqueci de deixar os parabéns. És um dos poucos dias de aniversário que sei de cor. Não estás presente, então não posso oferecer nada. Fui socegado ao massagista, sem ideias nenhumas, só queria melhorar a mi ha vida mudar mais um pouco, e pensei bastante nesse dia como meta. É sempre diferente depois de sair de lá. Para verem, na última que saí dali, tive um acidente de carro onde fiquei com um grande prejuízo, mas aprendi muita coisa. 

Hoje, saí bastante mais relaxado, já estava a pensar na tarde de trabalho. A vida estava bastante normal, já nada parecia mudar, tinha uns encontros sexuais, com uma senhora de vês em quando. E ia vivendo. Mas tocou, o telefone tocou, enquanto me dirigia para casa. Estava eu, ensonado, com vontade de me deitar. Apareceu no ecrã do telemóvel, Ana, e o restante do teu nome,  está a chamar. A última vez que me havias ligado, já deveriam ter passados alguns meses. Atendi, oiço aquele teu, olá filho, como estás. 

Tamanho sentimento, que me percorre o corpo. Respondo, olá tudo bem, vim agora ao massagista,  por isso que estou acordado e atendo. 

A conversa foi fluindo, e tu foste contando que largas-te o namorado, e que ele te partira o telemóvel, e te tratara mal. Já não podias mais vê-lo, mas também não tinhas onde dormir, e me pedis-te uma tenda e um saco cama.

Desvairada. Achas que te vou deixar a dormir na rua. Vê lá,  se até à noite, não arranjares sitio onde ficar, eu vou-te buscar, ficas na minha casa. Não tem problema.

Está bem vou tentar, depois logo te digo alguma coisa. 

Naquilo que era o meu desejo de chegar a casa e dormir, já não aconteceu, passamos a manhã a conversar,  até chegar a hora de ambos irmos trabalhar. 


28 de jan. de 2022

Vida

 Já vivi,  muio,  e nem a meio cheguei, já estive, no cimo de um palco, com multidões a gritar por mim, (alguns amigos, amigas,   e umas malucas) como já estive num quarto, de um avô idoso, a trocarlhe uma fralda. Já fui, um estudante, com pouca responsabilidade, como já sou um responsável dono de casa. 

Trabalho,  em fábrica monotona,  a fazer sempre o mesmo sim. Mas fora dela, já conclui,  diversos projetos diferentes. Desde pinturas artisticas em espaços, a livros.

27 de jan. de 2022

Despedida

 Foi um sentimento horrível,  ver ir,  quem queria que ficasse.  Desejo toda a felicidade do mundo. Mas é horrível.